Em um mundo em que a tecnologia está em toda parte, o desafio das escolas é ensinar os alunos a usá-la com propósito. Essa é a discussão central do novo episódio do podcast É Sobre Educação, produção do Estadão Blue Studio em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). O programa reúne Caio de Godoy Camargo, supervisor técnico educacional do Sesi-SP, e Daniela Machado, coordenadora de Educação do EducaMídia, do Instituto Palavra Aberta, para refletir sobre inovação, letramento digital e o papel humanizador da tecnologia.
Segundo Camargo, o Sesi-SP está preparado para as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação, em vigor desde 2022. “Tivemos de fazer poucas adaptações. A grande mudança é deixar o trabalho mais transdisciplinar, integrando o pensamento computacional em todas as disciplinas”, diz. Ele explica que a rede conta com 18 formadores de tecnologia e mais de 200 orientadores de educação digital atuando em 140 escolas.
Educar também é proteger. Ainda que a gente tenha restrições ao uso de dispositivos
Daniela Machado, coordenadora de Educação do EducaMídia
Crítica e responsabilidade
Para Daniela, o ponto central da educação digital é formar cidadãos críticos e éticos. “Toda vez que a escola trabalha um tema relacionado ao mundo digital, é importante provocar reflexões. Não se trata apenas de usar ferramentas, mas de questionar como funcionam, que vozes são privilegiadas e quais são silenciadas”, afirma.
Ela reforça que a formação para o uso responsável das tecnologias deve começar cedo. “Educar também é proteger. Ainda que a gente tenha restrições ao uso de dispositivos, isso não significa proibir a tecnologia. É preciso preparar os estudantes para um uso consciente, equilibrado e fortalecedor”, diz Daniela.
Protagonismo em rede
Entre as iniciativas do Sesi-SP que aproximam os alunos da tecnologia de forma crítica e criativa, estão o projeto Influencers, que estimula estudantes a liderar ações nas áreas de cultura, esporte e tecnologia; o Makerthon, competição que desafia jovens a resolver problemas reais com base na cultura maker e em inteligência artificial; e a Jornada Steam, que valoriza práticas inovadoras desenvolvidas nas escolas e resulta em publicações anuais.
A tecnologia é meio, não fim. O objetivo sempre é o desenvolvimento do ser humano
Caio de Godoy Camargo, supervisor técnico educacional do Sesi-SP
Para o supervisor técnico do Sesi-SP, essas experiências mostram que a tecnologia deve servir à formação humana, e não o contrário. “A tecnologia é meio, não fim. O objetivo sempre é o desenvolvimento do ser humano”, destaca.
Humanizar o digital
Ao final do episódio, Daniela resume o espírito da conversa: “Inclusão digital vai além do acesso à internet. É saber o que fazer com esse acesso — usar as ferramentas de forma crítica, segura e transformadora”.
Fonte: www.bing.com
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