Uma universidade particular da Índia foi expulsa de uma importante reunião de cúpula sobre inteligência artificial nesta semana. A retirada aconteceu depois que um funcionário da Universidade Galgotias exibiu um cachorro robô alegando se tratar de uma inovação da própria instituição.
Contudo, internautas identificaram que o robô na verdade era uma réplica do “Unitree Go2”, modelo fabricado e vendido comercialmente por uma empresa da China, a Unitree Robotics.
O quadrúpede robótico foi desenvolvido originalmente tanto para ser um companheiro no cotidiano quanto para funcionar como uma plataforma móvel para explorar IA.
A Universidade Galgotias foi obrigada a desmontar seu estande no evento um dia após a professora de comunicação Neha Singh afirmar à emissora local, DD News, que o cachorro robô tinha sido desenvolvido pelo Centro de Excelência da instituição.
O “India AI Impact Summit 2026” conta com a presença de executivos da tecnologia, como o CEO da Google e o da OpenAI, e com figuras políticas como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França. A cúpula, que tem o objetivo de discutir os rumos da tecnologia, está sendo organizada pelo próprio governo indiano e ocorre em Nova Délhi.
Governo indiano constrangido, faculdade consternada
O incidente representa um constrangimento para a Índia, admitiram funcionários do governo à agência de notícias Associated Press.
Já a professora disse a jornalistas que nunca afirmou explicitamente que o robô era uma criação da universidade, mas que apenas fazia parte da exposição.
A faculdade, por sua vez, primeiro afirmou estar “profundamente consternada” com a situação e qualificou o episódio como uma campanha de propaganda negativa.
No dia seguinte, porém, a instituição pediu desculpas pela divulgação, alegou que a professora estava “mal-informada” e disse que ela não estava autorizada a falar com a imprensa.
“Ela não tinha conhecimento sobre a origem técnica do produto e, em seu entusiasmo por estar diante das câmeras, forneceu informações factualmente incorretas”, diz a nota.
Fonte: www.moneytimes.com.br
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